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terça-feira, 15 de junho de 2010

Naquele sábado

Naquele sábado eu acordei sozinha como acontece com praticamente todos os sábados. Engraçado como já é normal passar as tardes dos fins de semana sozinha. Até chegou naquele ponto em que desejamos uma companhia para um filme, uma conversa ou um passeio. Aquela companhia que preenche o vazio que os amigos não foram feitos para preencher.
Talvez eu não estivesse com a razão, mas eu estava me sentindo triste e para mim isso era o que importava.
Além de rir, dormir também costuma ser o melhor remédio e foi o que fiz até 4 da tarde. Mas quando acordei, tudo continuou a mesma coisa. Ninguém mudou de idéia, ninguém apareceu de repente.
Aluguei um filme e fiz pipoca de panela… me deu um vazio no peito quando não encontrei tempero para colocar. E faltou algo mais, além do tempero. Sozinha, vi o filme salgado.
Se eu pudesse, dormia mais, mas não tinha sono. Aquele sábado demorou a passar. O filme acabou 8 e 30 da noite e eu continuava sem sono, só com a maldita saudade na garganta.
Não houve risadas, nem loucuras de um casal apaixonado. Ninguém abriu mão de nada por uma companhia com saudáveis beijos e abraços. Não tiveram longas conversas e nem brigas para as pazes serem feitas um pouco mais tarde. Acho que, na verdade, quase nunca tem isso.
Sabe quando falta alguém do nosso lado? Naquele sábado eu sentia essa falta.

Um comentário:

  1. E amigas? Nós, que somos mulheres, nos entendemos e somos boa companhia.
    Já pensou em uma rotina de final de semana em que se vê filme com as amigas? E se ainda tivesse pipoca e brigadeiro de panela?

    Huuum...

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